Técnica adotada no Parque de Exposições Assis Brasil ajuda a controlar moscas durante a Expointer
Placas espalhadas em pontos estratégicos da feira ajudam no controle dos insetos
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Uma técnica utilizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, tem contribuído para manter sob controle a presença de moscas durante a Expointer. Placas tratadas com inseticida são instaladas em pontos estratégicos do parque, como nos pavilhões de bovinos e ovinos e em áreas próximas às lixeiras.
O controle desses insetos tem importância que vai além do conforto dos visitantes e da organização do evento. As moscas domésticas são vetores de mais de 100 tipos de doenças e, segundo estudo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), os prejuízos provocados por parasitas como esses chegam a cerca de US$ 13 bilhões por ano no Brasil, o equivalente a aproximadamente R$ 70 bilhões.
“O inseticida usado tem como ação principal o controle de moscas adultas domésticas, que causa mais de cem tipos de doenças e que tem um impacto muito grande na saúde pública e no bem-estar dos animais”, explicou o consultor Lucas Groth. “O trabalho de controle destes insetos tem sido feito em todos os barracões, como do cavalo crioulo e dos gados de corte e de leite, garantindo um ambiente seguro dentro da Expointer”, acrescentou.
A estratégia começa antes da abertura da feira. Além da utilização do inseticida em placas, o produto também é aplicado em contêineres de resíduos e outras superfícies previamente definidas, criando pontos de atração e eliminação dos insetos. O produto combina açúcar e um tipo de feromônio que atrai as moscas. Ao pousarem nas superfícies tratadas e ingerirem a substância, os insetos entram em processo de paralisia e morrem em cerca de 30 segundos.
Considerado seguro para humanos e mamíferos, o produto permanece ativo por até cinco semanas. Dessa forma, a ação de controle pode continuar mesmo após o encerramento da Expointer.
Controle de carrapatos também é prioridade
Além das moscas, o controle de carrapatos bovinos também integra os cuidados com a sanidade animal. O desafio está no fato de que somente cerca de 5% da infestação pode ser observada diretamente nos animais. Os outros 95% correspondem à fase de vida livre do parasita, presente no ambiente e nas pastagens, onde pode passar despercebido até atingir o rebanho.
O monitoramento e controle destes parasitas exige uma estratégia em etapas, que se estendem ao longo de todo o ano, visto que seu ciclo de evolução acontece em fases diferentes e o produtor tende a perceber o problema apenas quando o parasita já está no animal.
O ciclo reprodutivo acelerado é outro fator de preocupação. Uma fêmea pode produzir até três mil ovos por vez. Como o carrapato bovino é uma espécie única, é possível direcionar as estratégias de controle para as diferentes fases de seu desenvolvimento, com ações voltadas tanto ao ambiente quanto aos animais.
Texto: Thales Moreira/Ascom Expointer
Edição: Secom