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Estudo do governo do Estado reúne dados do Censo sobre favelas e comunidades urbanas no Rio Grande do Sul

Nova edição dos Cadernos RS no Censo 2022, produzida pelo DEE, traz indicadores demográficos, de educação e de infraestrutura

Publicação:

Estudos DEE
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O governo do Estado publicou a oitava edição da série Cadernos RS no Censo 2022, reunindo informações do Censo Demográfico 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre características demográficas, educacionais e de infraestrutura das favelas e comunidades urbanas do Estado. A publicação foi produzida pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). 

O Rio Grande do Sul contabilizava 481 favelas e comunidades urbanas em 2022, onde viviam 416.534 pessoas, o equivalente a 3,8% da população estadual. Desses territórios, 51,7% localizavam-se em cinco municípios: Porto Alegre (26%), Novo Hamburgo (11,2%), Pelotas (7,5%), Guaíba (3,5%) e Uruguaiana (3,5%). 

Em 2022, nas favelas e comunidades urbanas do RS predominavam pessoas na infância e na juventude (até 29 anos). Nessas áreas, o Estado apresentou índice de envelhecimento (46,73) levemente superior nas do Brasil (44,96).

Perfil da população

Em relação à composição por cor ou raça, 59,7% dos moradores se declararam brancos, 24% pardos e 16,1% pretos. As mulheres representavam 51,4% da população residente nas favelas e comunidades urbanas gaúchas. 

Na educação, a taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais foi de 4,8%, ante 6,8% nas favelas e comunidades urbanas do Brasil. As taxas variam conforme a faixa etária, com percentuais menores entre os grupos mais jovens e maiores entre os mais idosos.

Moradia e infraestrutura

O estudo do DEE aponta que as casas correspondiam a 96% dos domicílios localizados nas favelas e comunidades urbanas. O abastecimento de água pela rede geral atendia 92% dos domicílios, cerca de 98% possuíam água canalizada, 99% contavam com banheiro de uso exclusivo e aproximadamente 70% estavam ligados à rede geral ou pluvial de esgotamento sanitário, ante 83% no conjunto do Estado. A coleta de lixo atendia 98% das residências.

No entorno dos domicílios, 54% das vias nas favelas e comunidades urbanas eram pavimentadas, frente a 86% nas demais áreas do Estado. Também foram registrados bueiros em 44% das vias (79% nas demais áreas), iluminação pública em 82% (98%), calçadas em 43% (87%) e rampas para acessibilidade em 3% (26%). A arborização estava presente em 53% dessas áreas, ante 21% nas demais regiões do Estado.

Texto: Marcelo Bergter/Ascom SPGG
Edição: Secom

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