BRDE realiza novo aporte de R$ 10,82 milhões para projetos socioambientais na Região Sul
RS terá mais R$ 3,6 milhões e editais serão lançados no segundo semestre
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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) aprovou um novo aporte de R$ 10,82 milhões ao Fundo Verde e de Equidade para aplicação em projetos elegíveis nos três Estados onde atua: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O valor corresponde ao limite de 1,5% sobre o resultado líquido que o banco registro ao longo do ano passado. Com a nova dotação, o volume acumulado destinado ao fundo chega a cerca de R$ 37 milhões desde sua criação, em 2021.
Para o Rio Grande do Sul, o aporte representa mais de R$ 3,6 milhões, destinados a projetos que serão selecionados por meio de edital previsto para o segundo semestre. O BRDE é vinculado ao governo gaúcho por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Os recursos são não reembolsáveis e voltados ao apoio de projetos socioambientais e climáticos com potencial de impacto positivo nos territórios onde o banco atua. Por meio do Fundo Verde, o BRDE já apoiou diversas iniciativas no RS, em especial para enfrentar os impactos das enchentes de 2024 e prevenir efeitos de futuros eventos meteorológicos.
“O BRDE tem demonstrado que desenvolvimento e sustentabilidade caminham juntos, e o novo aporte reforça a convicção de que investir em projetos socioambientais é apostar na qualidade de vida das pessoas e na resiliência das comunidades diante dos desafios climáticos. Queremos que a sociedade veja em nossa vinculada um parceiro para transformar boas ideias em soluções que impactem positivamente o futuro da Região Sul”, destaca o titular da Sedec, Leandro Evaldt.
Para o diretor de Planejamento do BRDE, Leonardo Busatto, o novo aporte reforça o compromisso do banco com uma agenda de desenvolvimento sustentável de longo prazo. “O banco já prioriza na sua carteira investimentos que aliem produção com os cuidados ambientais e que contribuam com a transição energética. Porém, é preciso deixar um legado para que estejamos mais preparados para os desafios climáticos”, ressalta Busatto.
Biomas
O Fundo Verde e de Equidade é um instrumento operacional e financeiro criado pelo BRDE para complementar sua atuação tradicional em crédito e ampliar o apoio a iniciativas de interesse coletivo. Os recursos podem ser aplicados em projetos de preservação ambiental; adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas; proteção da biodiversidade; economia circular; uso sustentável dos recursos naturais; inovação socioambiental; turismo sustentável; e promoção da equidade. Cada projeto pode receber até R$ 200 mil.
Em razão da localização geográfica dos três Estados do Sul, a atuação do BRDE por meio do Fundo Verde também contribui para a promoção da sustentabilidade em dois biomas estratégicos do país: a Mata Atlântica e o Pampa. As iniciativas apoiadas podem envolver conservação de áreas naturais, restauração ecológica, uso sustentável da biodiversidade, fortalecimento de cadeias produtivas de baixo impacto e valorização de territórios com vocação ambiental e turística.
Ações no RS
A partir da parceria com instituições locais, o Fundo Verde está presente em importantes projetos que possam contribuir com a transição climática no RS. Uma das iniciativas com a estratégia a partir do capital catalítico é o Teia de Soluções, que selecionou 15 projetos com o objetivo de fortalecer a capacidade de resposta aos impactos dos eventos climáticos em diferentes regiões do Estado.
Por meio da parceria com a Fundação Boticário, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), a Fundação Araucária e o RegeneraRS, serão repassados mais de R$ 11 milhões para ações inovadoras e alinhadas com o conceito de Soluções Baseadas na Natureza (SBN). O foco estratégico é atender aos municípios costeiros e às áreas impactadas pelas enchentes de 2024.
É o caso do município de Estrela, onde a prefeitura está implementando uma série de intervenções de SBN para melhorar a drenagem urbana e minimizar as ilhas de calor – tornando a cidade, frequentemente afetada por cheias, mais resiliente. O projeto se vale de técnicas do conceito de cidade-esponja, que utiliza infraestrutura verde para absorver, reter e limpar a água da chuva, reproduzindo o comportamento natural do solo e reduzindo a velocidade de escoamento. Desse modo, a liberação mais lenta da água ameniza o impacto sobre o rio e ajuda a evitar alagamentos.
Já o TrilhaRS, programa de matchfunding (modalidade de financiamento coletivo) com foco em apoiar a reconstrução do RS, tem 18 iniciativas sendo apoiadas com aportes que totalizam R$ 1,6 milhão. O matchfunding funciona como um catalisador de impacto: a cada R$ 1 arrecadado por cada projeto, o TrilhaRS investe mais R$ 2 (R$ 1 do RegeneraRS e outro R$ 1 do BRDE).
Já o Projeto Mulheres Transformam é uma parceria do BRDE com o Instituto Vakinha e tem por objetivo oferecer capacitação empreendedora e apoio financeiro a mulheres em situação de vulnerabilidade social. A ação focou em moradoras em áreas atingidas pelas enchentes de 2024, tanto em Porto Alegre como em Eldorado do Sul.
Texto: Ascom BRDE
Edição: Secom