Cada mural de Locatelli é uma aula de pintura. Observar aquelas pinceladas – ao mesmo tempo, vigorosas e delicadas, robustas e límpidas, espessas e transparentes – nos transmite sua profunda capacidade de manter vivas técnicas pictóricas de outras épocas, sua profunda capacidade de transcender o hoje, criando obras que foram, são e serão continuamente contemporâneas. Sem a menor dúvida, o artista e professor Locatelli, nos seus murais, está e estará sempre presente e disposto a ensinar a quem tiver olhos abertos para aprender.
(Fernando Baril, artista plástico)
Sem Locatelli, não teríamos uma história mural. A ele devemos o orgulho de ter, no Rio Grande do Sul, as pinceladas de um verdadeiro mestre italiano. Ele trouxe para nós técnicas e materiais que fazem parte da história da arte. Graças a Locatelli, temos, no nosso Estado, a presença do Renascimento italiano.
(Leila Sudbrack, restauradora pictórica, em O mago das cores.)
[ Leia Artigo de Leila Sudbrack sobre as restaurações ]
Cumpre reconhecer que o pintor, embora tenha seguido uma trilha à parte das correntes contemporâneas, soube assimilar muitas de suas importantes lições, criando um caminho figurativo original. Soube impor-se, assim, aos especialistas e ao grande público, até mesmo porque a sua habilidade, em termos de composições de conjuntos, de finura de desenho e de cromatismo, é notabilíssima. Aldo Locatelli pertence ao pequeno grupo dos que tocaram e encantaram o coração da gente da sua terra.
(Armindo Trevisan, crítico de arte, em O mago das cores.)
Ele tinha uma imaginação enorme e, mesmo em obras difíceis como a Via Sacra, dá para notar que ele usava a sua fantasia.
(Xico Stockinger, escultor, em O mago das cores.)
Para os alunos, era um líder, uma referência, apontava o futuro. Era um paradigma porque fez a sua escolha dentro de sua própria carreira e se envolvia muito com a idéia de popularizar a cultura.
(Círio Simon, professor do Instituto de Artes, ex-aluno de Locatelli, em O mago das cores.)
Trajetória