1 - Borges de Medeiros (25/1/1913-25/01/1928)
(N. Caçapava do Sul em 1863, M. Porto Alegre em 1961). Formado em Direito, herdeiro político de Júlio de Castilhos e um dos expoentes do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR). Governou o Estado por cinco mandatos, somando 25 anos de administração. Em julho de 1934, concorreu à Presidência da República pela UDN na eleição indireta realizada pela Assembléia Nacional Constituinte. Foi o segundo mais votado com 59 votos contra os 175 dados ao vencedor, Getúlio Vargas. Em seguida, elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Foi cassado em 1937 pelo golpe do Estado Novo, decretado por Vargas. Afastou-se, então, da vida política.
2 - Getúlio Vargas (25/1/1928-9/10/1930)
(N. São Borja em 1882, M. Rio de Janeiro em 1954). Formado em Direito, iniciou a carreira política como deputado estadual pelo PRR. Depois de governar o Estado, liderou a Revolução de 30 e assumiu a Presidência da República. Foi o presidente que por mais tempo governou o país. Foi chefe do governo provisório (1930-1934); presidente da República eleito pela Assembléia Nacional Constituinte (1934-1937); chefe do governo durante o Estado Novo (1937-1945) e presidente da República eleito pelo PTB (1951-1954). Como presidente criou condições para a modernização e a urbanização do país, com a instalação da Justiça do Trabalho (1939), e a instituição do salário mínimo, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e de direitos trabalhistas como carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e férias remuneradas.
3 – Oswaldo Aranha (9/10/30-27/10/1930)
(N. Alegrete em 1894, M. Rio de Janeiro em 1960). Formado em Direito, governou o Estado em substituição a Vargas, de quem foi secretário do Interior, para que este liderasse a Revolução de 30. Oswaldo Aranha inaugurou, na primeira Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU, em 1947, quando chefiava a delegação brasileira junto ao órgão, a tradição que se mantém até hoje de ser um brasileiro o primeiro orador na abertura anual dos trabalhos da Organização. Antes disso, foi intendente de Alegrete, subchefe de polícia de Porto Alegre e deputado federal. Com a Revolução de 30, foi um dos negociadores da entrega do governo federal a Getúlio Vargas. Torna-se, a partir de então, ministro da Fazenda, da Justiça e dos Negócios Interiores e embaixador do Brasil em Washington, cargo que deixa em protesto contra o Estado Novo. Mais tarde, ocupou o cargo de ministro das Relações Exteriores. Depois do suicídio de Vargas em 1954, dedicou-se à advocacia.
4 - Sinval Saldanha (27/10/1930-28/11/1930)
Secretário do Interior de Vargas, substituiu Oswaldo Aranha, que também se engajou na marcha da revolução de 30.
5 - José Antônio Flores da Cunha (28/11/1930-17/10/1937)
(N. Santana do Livramento em 1880, M. RS em 1959). Formado em Direito, foi delegado de polícia na Capital Federal, retornando ao RS, filiou-se ao PRR e iniciou sua carreira política como deputado estadual. Nos anos seguintes chegou à Câmara Federal e à prefeitura de Uruguaiana. Em 1930, já como senador, apoiou a candidatura presidencial de Getúlio Vargas e a revolução. Com a vitória do movimento, foi imediatamente nomeado interventor federal no Estado. Em 1935, já como governador constitucional, começou a afastar-se do presidente. Em 1937, rompido com Vargas, foi forçado a deixar o governo gaúcho. Exilou-se no Uruguai e só voltou ao Brasil cinco anos depois, quando cumpriu pena de nove meses na Ilha Grande (RJ). Em 1945, elegeu-se deputado constituinte pela UDN. Exerceu seguidos mandatos na Câmara Federal até janeiro de 1959.
6 - Manuel de Cerqueira Daltro Filho (17/10/1937-19/1/1938)
(N. Cachoeira (BA) em 1882, M. Porto Alegre em 1938). Militar, em 1930, combateu o movimento que depôs o presidente Washington Luís e levou Getúlio Vargas ao poder. Apesar de sua oposição à revolução, não se indispôs com o novo regime. Em agosto de 1937, Daltro Filho foi nomeado comandante da 3ª RM, sediada em Porto Alegre. Nesse posto, tomou as últimas medidas para afastar Flores da Cunha do governo gaúcho, o que veio a se efetivar no mês de outubro, após o decreto que colocava as Brigadas Militares do Estado sob o comando da 3ª RM. Em seguida, assumiu a interventoria federal no Estado, pouco antes da decretação da ditadura do Estado Novo, em novembro de 1937. Sua permanência nesse posto, porém, foi bastante curta, sendo obrigado a se afastar por motivos de saúde. Morreu dias depois.
7 - Joaquim Maurício Cardoso (19/1/38 a 4/3/1938)
(N. Soledade em 1888, M. Rio de Janeiro em 1938). Advogado e professor universitário, foi deputado estadual pelo PRR e apoiou Getúlio Vargas na Revolução de 30. Em dezembro de 1931, assumiu o Ministério da Justiça e passou, imediatamente, a trabalhar pela volta do país ao regime constitucional. Aboliu a censura à imprensa e elaborou o novo Código Eleitoral, que trazia como principais novidades a instituição do voto secreto e a criação da Justiça Eleitoral. Foi secretário do Interior do governo de Daltro Filho no RS e ocupou interinamente o cargo em 1938 após a morte do titular. Cardoso morreu em um acidente de avião em maio do mesmo ano.
8 - Oswaldo Cordeiro de Farias (4/3/1938-4/9/1943)
(N. Jaguarão em 1901, M. Rio de Janeiro em 1981). Militar, em 1930, participou do movimento revolucionário que colocou Getúlio Vargas no comando do país. Integrou, nessa ocasião, o comando da insurreição em Minas Gerais. Após a morte de Daltro Filho, Vargas nomeou Cordeiro de Farias como interventor federal no Rio Grande do Sul. Em 1942, chegou ao generalato. Em setembro do ano seguinte, deixou a interventoria gaúcha para integrar-se na Força Expedicionária Brasileira (FEB). Em 1961, foi nomeado chefe do Estado-Maior das Forças Armadas pelo presidente Jânio Quadros. Com a renúncia de Jânio, envolveu-se na conspiração contra o novo presidente, João Goulart. Após a instalação do regime militar, em 1964, passou a dirigir o Ministério do Interior.
9 - Ernesto Dornelles (11/9/1943-1/11/1945) (31/1/1951-25/3/1955)
(N. São Borja em 1897, M Rio de Janeiro em 1964). Primo de Getúlio Vargas, cursou a Escola Militar no Rio de Janeiro. Em setembro de 1943, Vargas nomeou Ernesto Dornelles interventor no Rio Grande do Sul. Em 1945, com a deposição de Getúlio Vargas, Dornelles foi substituído na interventoria gaúcha. No pleito para a Assembléia Nacional Constituinte, realizado ainda em 1945, foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul pelo PSD. Em julho de 1950, convidado por Getúlio Vargas para concorrer ao governo do Rio Grande do Sul, Dornelles aceitou e foi eleito. Permaneceu no governo do Rio Grande do Sul até janeiro de 1955. Em 1955, com a eleição de Juscelino Kubitschek e João Goulart, respectivamente para a presidência e a vice-presidência da República, ocupou o Ministério da Agricultura, e depois um cargo no conselho administrativo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

10 - Samuel Figueiredo da Silva (1/11/1945-7/2/1946)
Desembargador, foi nomeado interventor do Estado pelo ministro da Guerra, Góes de Monteiro, depois da deposição de Getúlio Vargas e do fim do Estado Novo.
11 - Pompílio Cilon Fernandes Rosa (7/2/1946-26/3/1947)
(N. Montenegro em 1897, M. em 1987). Formado em Direito. Foi deputado estadual e nomeado interventor pelo general Eurico Gaspar Dutra, até que fossem realizadas eleições para os governos estaduais.
12 - Valter Só Jobim (26/3/1947-31/1/1951)
(N. Porto Alegre em 1892, M. em 1974). Formado em Direito, participou da Revolução de 1923 ao lado da Aliança Libertadora. Na Revolução de 1932, lutou ao lado dos paulistas. Foi secretário de Obras Públicas do Estado no governo de Daltro Filho, reassumindo o cargo no governo Ernesto Dornelles. Foi embaixador do Brasil no Uruguai e membro da Academia Brasileira de Letras.