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Os Governantes


Em seus 85 anos, o Palácio Piratini teve 24 ocupantes, entre interventores, presidentes de província e governadores eleitos e nomeados.

Dois mandatos
Dois deles – Ernesto Dornelles e Ildo Meneghetti - ocuparam a chefia do Executivo gaúcho por duas vezes. Dornelles entre 1943 e 1945 e depois entre 1951 e 1955; Meneghetti entre 1955 e 1959 e mais uma vez entre 1963 e 1966.
Sinval Guazzelli governou o Estado entre 1975 e 1979 e como vice-governador durante o governo Simon, assumiu o Piratini de abril de 1990 a março de 1991, quando Pedro Simon licenciou-se para concorrer ao Senado.

Campeões de permanência
Borges de Medeiros, o primeiro ocupante do Palácio Piratini, governou o Estado dentro da então nova sede do executivo gaúcho durante sete anos, mas esteve à frente do Governo do Estado durante 25 anos, os dois primeiros mandatos entre 1898 e 1908 e os três últimos entre 1913 e 1928.
Já com o Piratini constituído como a sede do executivo, Flores da Cunha, no período da Revolução de 30, permaneceu sete anos como governante do Rio Grande do Sul. De 30 a 34, durante o governo provisório como interventor e de 34 a 37 como governador.

Governos relâmpagos
No tumultuado ano de 1930, Oswaldo Aranha e Sinval Saldanha cumpriram os menores mandatos entre os governantes gaúchos. Aranha permaneceu 18 dias no cargo – de 9 a 27 de outubro - e foi sucedido por Saldanha, que ocupou o Piratini por um mês e um dia, entre 27 de outubro e 28 de novembro de 1930. Aranha substituiu provisoriamente Vargas, que foi liderar nacionalmente o movimento que derrubaria o presidente Washington Luís. Depois o próprio Aranha se juntaria às forças revolucionárias, sendo substituído por Saldanha.



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